Rio Vermelho
Notas metodológicas (amostra, quantidades utilizadas)
A pesquisa foi estruturada em três etapas principais. A revisão de literatura abordou a formação histórica e urbana de Salvador, com foco no bairro do Rio Vermelho, integrando dimensões ambientais, sociais e econômicas. Essa etapa resultou em um referencial teórico consistente, complementado pela análise documental de fontes oficiais e não governamentais, que forneceram subsídios sobre a evolução urbana e socioambiental da região.
Na busca e coleta de dados, foram identificadas plataformas e bases relevantes, com ênfase em dados demográficos e geoespaciais que possibilitaram compreender o território estudado. O software QGIS® (versão 3.32.1) foi utilizado para o processamento e análise dos dados, construção de mapas e aplicação da técnica de densidade de Kernel, permitindo observar padrões de concentração de atividades urbanas, como bares e restaurantes, e a distribuição espacial das variáveis analisadas.
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O trabalho de campo consistiu na aplicação de 360 questionários previamente elaborados e validados, distribuídos proporcionalmente entre as áreas do bairro. Essa etapa buscou captar a percepção dos moradores sobre aspectos do ambiente urbano, complementando a análise quantitativa com uma abordagem qualitativa voltada à compreensão das dinâmicas sociais e territoriais do Rio Vermelho.
Delimitação espacial (mapa de localização do bairro, limites, extensão)
O Rio Vermelho encontra-se entre os bairros de Ondina (oeste) e Amaralina (leste) e tendo ao norte, os bairros do Engenho Velho da Federação, Chapada do Rio Vermelho e o Vale das Pedrinhas
Mapa 1 - Setores censitários do Bairro do Rio Vermelho da cidade de Salvador-Ba, 2010

Fonte: Brito et al. (2023).
Mapa 2 - Limite do bairro Rio Vermelho, Salvador, BA, 2010

Fonte: Brito et al. (2023).
Contexto histórico
O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU, 2016) classifica o Rio Vermelho como parte da Orla Atlântica, uma área estratégica para o desenvolvimento urbano, turístico e social da cidade. Essa priorização atraiu empreendimentos de luxo, o que resultou na coexistência de "fortalezas de moradia" (condomínios e hotéis) com áreas de vulnerabilidade social (SEI, 2003; Carvalho, 2008).
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A fragmentação do espaço urbano, onde diferentes classes sociais se reproduzem, é um conceito central para entender o bairro (Pacheco, 2022). O texto explora conceitos geográficos como espaço, território e lugar (Stümer, 2017; Tuan, 1983) para descrever como o Rio Vermelho transcende sua condição física para se tornar um espaço de pertencimento, moldado por interações e afetos de seus moradores.
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Localizado no litoral norte de Salvador, com uma área de 1,70 km² e três quilômetros de orla, o Rio Vermelho fica a cerca de 9 km do centro histórico e 25 km do aeroporto (Oliveira, 2017). Seus limites são os bairros de Ondina, Amaralina, Engenho Velho da Federação, Chapada do Rio Vermelho e Vale das Pedrinhas.
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A formação do Rio Vermelho remonta aos primeiros adensamentos populacionais, influenciados por fazendas e por uma vila de pescadores em Santana (Dorea, 2006). A tradição pesqueira e a herança africana foram cruciais para o surgimento de um dos eventos mais importantes da Bahia: a Festa de Iemanjá, cuja primeira edição ocorreu em 1924 (Gattai, 2000). A beleza natural e a atmosfera cultural atraíram a elite soteropolitana, que transformou a região em um ponto de veraneio entre 1880 e 1930, dando origem a casarões e palacetes (Santos, 1958).
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A urbanização do bairro foi impulsionada pela chegada dos bondes e automóveis no século XIX e XX e pelas obras de urbanização do governo de Joaquim Seabra em 1913. A industrialização também teve seu papel, com a instalação de fábricas como a da Coca-Cola e dos Biscoitos Águia Central. A partir da década de 1970, o perfil do bairro mudou de residências unifamiliares para construções verticais, e sua paisagem social foi alterada. A expansão de grandes vias (Lucaia, Garibaldi, Vasco da Gama e Juracy Magalhães) intensificou as mudanças. Essas transformações resultaram em uma divisão social, onde as classes menos privilegiadas se organizaram nos arredores, refletindo o conceito de segregação de Henri Lefebvre (2001, p. 98). No entanto, o sincretismo cultural, a Festa de Iemanjá e a vida cultural intensa, que incluem a presença de figuras como Jorge Amado, moldam a identidade única do bairro.
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A economia de Salvador, como metrópole comercial (Santos, 2008), sempre esteve ligada à exportação e, localmente, à pesca. O Rio Vermelho tem uma tradição histórica de desembarque de pescado, com a Casa do Peso na praia da Mariquita servindo como um porto principal para a costa norte no passado (Costa, 2011). Hoje, esse local é a Casa de Iemanjá, ponto de partida para as oferendas na festa em 2 de fevereiro.
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Contudo, a dinâmica pesqueira mudou drasticamente em 1972 com a construção de um emissário submarino para esgotos, o que resultou no aterramento da enseada e afastou a comunidade de pescadores.
A festa religiosa em homenagem a Senhora Santana era a mais popular no passado, mas foi suplantada pela Festa de Iemanjá, que se tornou mais conhecida. A celebração, iniciada em 1924 pelo pescador Eustáquio Bernardino de Sena (Porto Filho, 2017), combina elementos religiosos e profanos e se tornou um evento turístico (Gattai, 2000).
O Rio Vermelho é conhecido por sua vocação boêmia desde a década de 1960, com uma vida noturna agitada e uma oferta cultural rica em bares, restaurantes, teatros e espaços de arte (Santos, 2013; Calabrese, 2013). O bairro atrai um público diversificado com suas festas, música, comida de rua (como o famoso acarajé), e uma variedade de espaços culturais que o tornam um local privilegiado para o lazer e a cultura em Salvador.
Aspectos ambientais
A análise do clima do Rio Vermelho é influenciada pela sua topografia, estrutura urbana e cobertura do solo (Katzschner, 1997). A pesquisa de Cardoso (2017) revelou que o bairro é altamente urbanizado, com apenas 2,46% de vegetação rasteira e 0,16% de vegetação arbórea. O restante é coberto por asfalto, calçamento e construções, predominando áreas urbanas de baixa (58,59%) e alta (38,23%) altura. Isso reflete o perfil residencial e comercial do bairro, com pouca arborização e construções verticais (Cardoso, 2017).
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A pouca vegetação tem um impacto direto na temperatura do ar, que é consistentemente mais alta no Rio Vermelho do que em bairros vizinhos como Ondina e Paralela-Cab, com uma média anual de 27,2°C (Cardoso, 2017). Essa diferença se deve à absorção de calor das superfícies urbanas. A temperatura de superfície também é mais alta no Rio Vermelho (29,6°C) em comparação com Ondina (28,2°C), e ainda maior no Nordeste de Amaralina (31,6°C), um bairro menos privilegiado. Os impactos climáticos são sentidos de forma mais intensa pelas populações mais vulneráveis. A umidade relativa do ar, no entanto, é relativamente estável na região por conta da proximidade com o mar (Cardoso, 2017).
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A hidrografia do Rio Vermelho é marcada pela Bacia do Rio Lucaia, que deságua no Largo da Mariquita. O rio, que nasce na Avenida Joana Angélica, foi canalizado e encapsulado em grande parte de seu percurso, especialmente na Avenida Vasco da Gama. A falta de vegetação em seu entorno impede a absorção e o escoamento de água, causando alagamentos frequentes durante chuvas intensas (Estevam, 2021). A situação piora quando as chuvas coincidem com a maré alta, resultando em grandes inundações. A água do canal é frequentemente turva, com lixo e odores desagradáveis, o que gera incômodo para moradores e turistas (Pereira, 2019).
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Os principais conflitos ambientais do bairro estão relacionados a essa questão do Rio Lucaia. O canal, que recebe 60% do esgoto de Salvador, é um ponto de descarte indevido (Inema, 2016). Outro problema é a poluição gerada pela Festa de Iemanjá, onde oferendas não-biodegradáveis são jogadas no mar. Movimentos civis têm incentivado o uso de flores como alternativa para homenagear a orixá. A requalificação da orla em 2016, embora tenha melhorado a infraestrutura e a ciclovia, não abordou esses problemas e priorizou áreas de concreto, sem aumentar a arborização. Além disso, a construção do Hospital Mater Dei na Avenida Vasco da Gama, com sua fachada espelhada, causa poluição visual e aumento da temperatura, além de ser uma armadilha para as aves (Frascolla, 2021; Maia, 2014).
O bairro do Rio Vermelho possui um índice de qualidade ambiental urbana, o IQUASalvador, de 0,69, acima da média da cidade (0,57). A percepção dos moradores sobre o meio ambiente é majoritariamente positiva: a maioria considera a poluição do ar "pouco poluída" (53,4%) e a temperatura "agradável" (47,2%). No entanto, a distribuição de vegetação é classificada como "regular" pela maioria (46,6%) e a iluminação pública também é vista como "regular".
Aspectos sociodemográficos
Aspectos econômicos (turismo, comércio e serviços, condições de centralidade, etc.)
O perfil econômico do Rio Vermelho é caracterizado por uma renda familiar média superior a 2 a 5 salários-mínimos. No passado, o bairro abrigou indústrias, como a fábrica de papel Sapelba, que funcionou na Rua Marquês de Monte Santo entre 1946 e 1975, antes de se mudar para Feira de Santana em busca de expansão (Blog do Rio Vermelho, 2015). Atualmente, a Lei nº 9069/2016 (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador) proíbe indústrias no bairro, classificando-o como uma Zona Predominantemente Residencial (ZPR-5).
A economia do bairro hoje é impulsionada principalmente pelo comércio e serviços, com destaque para sua vocação boêmia. A concentração de bares, restaurantes e casas noturnas é notável, especialmente na orla marítima. A gastronomia é diversificada e oferece opções de culinária internacional. A informalidade é visível, com muitos vendedores ambulantes. Os principais polos da vida noturna e turística do bairro são o Largo de Santana, o Largo da Mariquita e a Vila Caramuru, famosos por seus acarajés, como o da Cira e da Dinha.
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O turismo é um pilar econômico, impulsionado pela Festa de Iemanjá, celebrada em 2 de fevereiro, que é considerada Patrimônio Imaterial Cultural de Salvador. Outros pontos de atração turística incluem a Casa do Rio Vermelho, museu dedicado à vida dos escritores Jorge Amado e Zélia Gattai, e o espetáculo do pôr do sol na Enseada de Santana. A atividade pesqueira, embora exercida de forma artesanal e para subsistência e comércio local, ainda tem um papel importante, com os pescadores sendo representados pela Colônia de Pescadores Z-1.
Espaços de representatividade (ongs, associações, representações diversas...)
A administração pública e a organização comunitária do bairro do Rio Vermelho demonstram a presença de estruturas institucionais e sociais relevantes para o funcionamento urbano e a participação cidadã. A Prefeitura-Bairro Barra/Pituba, criada pela Lei nº 8.376/2012, tem como objetivo descentralizar os serviços públicos e aproximar o cidadão da gestão municipal. Localizada na Rua Marquês de Monte Santo, no Rio Vermelho, essa unidade atende uma ampla área da cidade e oferece 84 serviços institucionais, como emissão de documentos, consultas imobiliárias, cadastro no SUS e outros, fortalecendo o vínculo entre a população e a administração local.
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Paralelamente, o bairro conta com uma rede diversificada de organizações comunitárias e instituições do terceiro setor, que atuam em diferentes campos, desde a mobilização social até a preservação ambiental e o fortalecimento de direitos. Dentre elas, destacam-se a ELO Ligação e Organização, que assessora movimentos sociais e cooperativas populares; o Grupo Ambientalista da Bahia (GAMBÁ), voltado à conservação ambiental e à cidadania; o Instituto de Permacultura da Bahia, com foco em agroecologia e sustentabilidade; e o TETO Brasil, que promove ações de combate à pobreza e melhorias habitacionais. Além dessas, há diversas associações de moradores, como a AMARV e a Associação do Parque Lucaia, que, junto à Rede de Profissionais Solidários pela Cidadania, reforçam o papel participativo da comunidade em temas sociais e urbanos.
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Essas estruturas revelam um bairro com forte presença de mecanismos institucionais e associativos, que atuam de forma complementar: enquanto a Prefeitura-Bairro viabiliza a gestão pública descentralizada, as organizações locais fortalecem a coesão comunitária, a consciência cidadã e a busca por melhorias sociais e ambientais no Rio Vermelho.
Mobilidade urbana (sistema viário, linhas de ônibus, caminhabilidade etc.)
O sistema viário e de transporte do bairro do Rio Vermelho segue os princípios estabelecidos pela Lei Municipal nº 5.177/1996, que define a hierarquização das vias urbanas no município de Salvador. No contexto do Rio Vermelho, predominam as Vias Coletoras e Arteriais, que exercem papel estratégico na mobilidade e na ligação entre diferentes áreas do bairro e da cidade. As Vias Coletoras são responsáveis por articular o tráfego entre as vias locais e as de maior hierarquia, permitindo a circulação do transporte público e o deslocamento interbairros com fluidez média.
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Já as Vias Arteriais possuem alta capacidade de absorção de tráfego, servindo como corredores principais de transporte público e rotas de conexão com outras regiões urbanas. Essas vias concentram parte expressiva da dinâmica econômica e social do bairro, favorecendo o acesso a serviços, comércio e equipamentos urbanos.
A acessibilidade ainda é um grande desafio dentro do contexto urbano de Salvador. Conforme Vasconcelos (2019), a circulação eficiente de pessoas é essencial para as atividades econômicas e sociais, o que reforça a necessidade de um planejamento urbano inclusivo. A acessibilidade, portanto, deve ser entendida como uma rede integrada de infraestrutura e serviços que promova autonomia e igualdade de acesso (Spiniele et al., 2021). Apesar de avanços, a realidade do bairro mostra que pessoas com deficiência continuam enfrentando barreiras físicas e sociais. A adaptação parcial de ônibus, rampas e pisos táteis não supre as necessidades dessa população, especialmente nas áreas litorâneas, onde o acesso às praias é limitado (Vasconcelos, 2019).
Infraestrutura social (educação, saúde, segurança púbica, esporte, lazer e habitação)
O bairro conta com uma estrutura diversificada que abrange todas as esferas de ensino. Foram identificadas cinco escolas municipais, como a Escola Municipal Senhora Santana e o Centro Social Neusa Nery; três colégios estaduais, entre eles o Colégio Estadual Alfredo Magalhães; e sete instituições particulares, destacando-se a Escola Medalha Milagrosa, que ocupa uma área de mais de 14 mil m² e possui forte representatividade local. Além disso, há centros de idiomas, reforço escolar e atividades culturais que complementam a formação educacional dos moradores.
Saúde
O Rio Vermelho apresenta predominância de serviços privados, incluindo clínicas especializadas e o Hospital Mater Dei, inaugurado em 2022, com 369 leitos e estrutura moderna. No setor público, há uma Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Matos, voltada à atenção primária, e o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) Prof. Oswaldo Montenegro, voltado à saúde mental. O bairro, entretanto, não possui UPA, sendo a mais próxima localizada na Santa Cruz. Já os casos de emergência mais graves são direcionados ao Hospital Geral do Estado (HGE), referência pública em alta complexidade.
Segurança pública
Reflete desigualdades urbanas estruturais, como a precarização do trabalho, concentração de renda e discriminações, que moldam a sensação de risco nos espaços (Santos et al., 2022). Perspectivas urbanísticas de Jan Gehl e Jane Jacobs sustentam que ruas ativas, usos mistos e presença contínua de pessoas elevam a “vigilância natural” e a sensação de acolhimento (Gehl, 2015; Jacobs, 2011). Embora 26,9% dos moradores relatem insegurança (índice menor que a média da cidade) o bairro registra episódios recorrentes de assaltos noticiados pela mídia, o que tensiona a percepção local; a presença da 7ª Delegacia e da 12ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) amplia a cobertura formal, mas a efetividade exige mudanças de mentalidade e políticas preventivas sem preconceitos institucionais (Oliveira, 2014).
Lazer
O bairro combina vocação boêmia com espaços abertos: praias diversas, orla caminhável, ciclovia e prática cotidiana de atividades ao ar livre coexistem com casas de shows, bares e cafés, formando um ecossistema recreativo diurno e noturno que atrai públicos múltiplos e incentiva caminhabilidade e uso do espaço público.
Habitação
Na habitação, a leitura territorial expõe injustiças e segregação socioespacial típicas de processos de urbanização desiguais: investimentos concentram-se em áreas específicas enquanto setores de menor renda enfrentam moradia precária e serviços insuficientes (Madeira & Vale, 2015; Abramo, 2012; Rolnik & Klink, 2011; Maricato, 2003). Os dados do IBGE (2010) mostram predominância de apartamentos no conjunto do bairro e de casas nas áreas mais pobres, além de aglomerados subnormais nos setores 28, 36, 37 e 41 (IBGE, 2011; 2020; Silva, 2014).
Segregação por moradia, equipamentos e transporte reforça distâncias sociais (Villaça, 1998; Lojkine, 1981), enquanto vínculos afetivos com o lugar ajudam a explicar permanências em assentamentos populares e a resistência a remoções simplistas (Tuan, 1980). Em síntese, ampliar acessos a saneamento, mobilidade, saúde, educação e qualificação habitacional é condição para um Rio Vermelho mais inclusivo e sustentável.
Patrimônio histórico cultural
O Rio Vermelho é um dos bairros mais emblemáticos de Salvador, reconhecido por sua intensa vida cultural, que reflete suas origens históricas como aldeia de pescadores, rota marítima e ponto de lazer. O bairro abriga uma rica cena gastronômica e artística, com bares, cafés, casas de show e restaurantes que atraem moradores e visitantes. Sua história é marcada pela presença de grandes nomes da cultura baiana e brasileira, como Jorge Amado, Zélia Gattai, Carybé e Gal Costa, que contribuíram para consolidar o Rio Vermelho como um centro de efervescência intelectual.
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Entre seus marcos culturais, destaca-se a Casa do Rio Vermelho, antiga residência de Jorge Amado e Zélia Gattai, transformada em museu. O espaço abriga um acervo que celebra a vida e a obra do casal, incluindo objetos pessoais, manuscritos e obras de arte, além do jardim onde estão depositadas suas cinzas.
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Outro personagem importante foi Licídio Reginaldo Lopes, pintor e pescador nascido no Rio Vermelho, que retratou com sensibilidade as paisagens e tradições locais. Incentivado por Jorge Amado, Licídio publicou o livro O Rio Vermelho e suas tradições, eternizando as memórias do bairro.
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O Teatro SESI Rio Vermelho também ocupa papel central na cena cultural local. Instalado em um casarão do século XIX, foi inaugurado em 1997 e tornou-se referência em produção artística, formação de plateia e valorização de artistas baianos (Lima, 2019; Santos, 2013). Com estrutura reformada e o projeto SESI Criativo, o teatro consolidou-se como espaço de inovação cultural, sendo o primeiro no Brasil a obter a certificação ISO 9001:2000.
Percepção dos moradores (informação derivadada pesquisa de campo)
Não há, no arquivo disponibilizado, essa seção.
Referências
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